Dicas
Fazendo seu próprio roteiro
Por Romannessa Sanches
Depois da viagem, talvez esta seja uma das etapas mais emocionantes, a criação do roteiro do seu mochilão. Os dois primeiros fatores que se deve ter em mente são o dinheiro que você dispõe e seus interesses na viagem.
Se você planeja conhecer dez cidades, mas seu dinheiro é suficiente apenas para cinco, é melhor escolher as que mais quer visitar, ou escolha cidades estratégicas, que servirão de base, mas de onde você poderá visitar várias localidades próximas. Diferente do Brasil que possui grandes distâncias, a maioria dos países tem cidades muito próximas umas das outras.

Comprar passagens aéreas com antecedência pode gerar uma economia de até 60% dependendo do destino. O mesmo princípio se aplica à compra de moedas estrangeiras, se deixar para última hora, ficará a mercê da cotação do dia, onde cada centavo pode significar muito dinheiro perdido no final.
Pesquise o máximo possível sobre o país ou cidade que vai visitar, para isso recorra à internet, muitos países têm sites oficiais; às embaixadas; a conhecidos que já tenho estado lá; até mesmo sites de relacionamento, eles podem ser uma fonte interessante. Procure saber não somente sobre a cultura local, mas sobre a distância entre cidades, o transporte e o custo de vida.
Outro ponto decisivo na escolha é a forma de entrada no país. É preciso de visto ou o passaporte é suficiente? Mesmo que você já tenha ido ao país em anos anteriores, pesquise novamente, pois as leis podem mudar. Essa informação pode ser encontrada no site da embaixada ou por telefone. Segundo o site Mochilão sem Fronteiras, a maioria dos países da União Européia não pede visto de turista para os brasileiros que vão passar menos de 90 dias, sendo necessário apenas o passaporte com no mínimo seis meses de validade.

Faça um roteiro flexível, assim você poderá somar algumas dicas legais que receber no caminho. Para isso deixe para fazer as reservas dos albergues com alguns dias de antecedência, uns cinco pelo menos, ou dependendo da sua experiência faça no dia anterior à sua partida. As reservas podem ser feitas pela Internet com o cartão de crédito internacional ou por telefone. Para evitar imprevistos é interessante levar uma barraca, nada muito pesado, para uma pessoa mesmo, assim, caso não consiga reserva você não ficará ao relento.
******************************************************
Onde ficar durante um mochilão
Por Romannessa Sanches
Quando se pensa em viajar para o exterior, uma das primeiras preocupações é com os custos de hospedagem. Mas não se preocupe, mochilão é sinônimo de economia.
Foi-se o tempo em que mochileiro só tinha a opção de se hospedar em albergues. Eles continuam sendo uma das formas mais baratas de hospedagem, mas existem as possibilidades de se montar a barraca num camping ou dormir no sofá de um desconhecido, o que pode ser combinado pela internet.

Se você estiver viajando na alta temporada dificilmente encontrará vagas de última hora nos albergues. Para evitar esse inconveniente procure fazer a reserva com pelo menos cinco dias de antecedência. Você pode fazer a reserva pela Internet ou telefonando diretamente para o albergue. Dificilmente você ficará sem lugar para ficar. O ideal neste caso é visitar os sites que são verdadeiras comunidades de albergues pelo mundo, como o www.hostelworld.com; www.hostels.com; www.hostelbookers.com, além é claro do site da Federação Brasileira de Albergues da Juventude, www.hostel.org.br.
Mas as formas mais econômicas de se mochilar pelo exterior com condições mínimas de conforto e segurança é acampando ou “surfando” no sofá da galera do Couchsurfing.com. (Conheça o Couch Surfing na próxima matéria!).
Dependendo da experiência com acampamento, você pode optar pelos campings, que geralmente possuem recursos como chuveiro e cozinha, caso contrário, um revezamento albergue-camping-surfing pode ser interessante. Em último caso recorra a um hotel.
É sempre bom levar uma relação dos endereços dos albergues, acampamentos, pousadas e hotéis mais baratos das cidades pelas quais pretende passar.
O importante em um mochilão é conhecer, explorar, ter grana para gastar nas programações interessantes da cidade. Se der para dormir em uma cama fofinha tudo bem, se não, durma como der e aproveite o dinheiro com coisas mais interessantes em uma viagem.
******************************************************
Couch Surfing? O que é isso?
Por Romannessa Sanches
Couch Surfing, ou Surf de Sofá em tradução literal, é um serviço de hospitalidade baseado na internet, criado pelo estadunidense Casey Fenton em 1999. O serviço consiste em uma rede de relacionamentos de pessoas que oferecem ou pedem hospedagem a desconhecidos de todas as partes do planeta.

Os interessados em participar solicitam entrada na rede, e informam qual o interesse na rede, hospedar, ser hospedado, ou ambos. Os que oferecem hospedagem devem especificar o tipo de hospedagem, isso pode ser desde um sofá, cama, banho, alimentação até um simples passeio pela cidade.
Para aumentar a segurança, quem se cadastra recebe um certificado de confiança dos administradores do site. Para receber o tal certificado o novo cadastrado passa por um sistema de verificação que é feito primeiro pelos contatos e testemunhos que a pessoa tem ao entrar no site, e depois por uma verificação de dados como nome e endereço.
Terminada essa verificação o novo membro é classificado com “verificado de nível 3”, à medida que outros membros já certificados do site fazem referências positivas a um “verificado nível 3” este vai acumulando pontos até tornar-se também um certificado, o que significa que atingiu o grau máximo de segurança no site.
Não é necessário ser certificado ou verificado para usar o Couch Surfing. Algumas pessoas preferem apenas se comunicar com outros membros verificados.
Para conhecer mais acesse o s i t e: www.couchsurfing.com
***************************************************
Saco vazio não pára em pé: O que comer durante um mochilão
Por Romannessa Sanches
Assim como a hospedagem, a alimentação também deve ser sinônimo de economia em um mochilão, isso não significa passar fome ou se descuidar com a saúde, mas planejar também o que e onde comer, fazer refeições diariamente em restaurantes pode custar até metade do seu orçamento de viagem.

O primeiro custo que pode ser cortado é o café da manhã, a maioria dos albergues o oferece incluído no valor da diária, o que não costuma encarecer o preço da hospedagem.
Para o almoço ou jantar é comum a existência de cozinhas para que os hóspedes preparem sua comida, sendo assim, procure ou pergunte a recepcionista sobre os mercados mais próximos.

Se não souber cozinhar é provável que encontre pratos prontos para esquentar no microondas, mas saber cozinhar pode ajudar a conhecer as pessoas do albergue , a troca de temperos com outros hóspedes pode ser mais um fator cultural adquirido ao longo da viagem.
Mesmo querendo economizar não deixe de comer em restaurantes e lanchonetes algumas vezes, especialmente nos que servem comidas típicas da região, evite as grandes redes internacionais, procure provar os sabores da cidade visitada.
Para repor as energias ao longo do dia leve barras de cereais, chocolates, saquinhos de amendoim, avelã, castanha de caju, pé-de-moleque e frutas cristalizadas,além de uma garrafinha de água. Em caso de trilhas recomenda-se levar também algumas pastilhas de cloro para desinfetar a água, elas agem em poucos minutos.
******************************************************
O que um mochileiro leva na mochila?
Começando pela mochila, que não pode ser uma mochila comum, uma mochila cargueira de aproximadamente 65 litros, para homens, e entre 50 e 55 litros para mulheres, resistente,com alças largas e reforçadas,maleável, com vários compartimentos e impermeável.
Leve também mochila pequena, se possível impermeável. Com ela você sairá durante o dia para conhecer o lugar, levando documentos, câmera fotográfica, mapas, guias de viagem e mini dicionários para viagens, comida, papel higiênico, guarda-chuva e outras coisas que poderão ser úteis.
Os itens mais importantes que devem estar em sua mochila são:
• cópias dos documentos (Primeiras páginas do passaporte, seguro saúde, passagem aérea, RG, CPF);
• câmera fotográfica, se possível com função filmadora, com um ou mais cartões de memória acima de 1 Gb (se estiver viajando sozinho, leve um pequeno tripé para a câmera);
• pendrive para colocar as fotos da viagem e liberar espaço na câmera;
• pilhas recarregáveis e carregador de pilhas se tiver aparelhos que precisem de pilhas, (ao carregar atenção a voltagem do país!);
• MP3 ou similar. Música é fundamental!
• pelo menos duas calças-bermuda, essas com uma parte destacável que de calças se transformam em bermuda, (hoje há ótimos modelos masculinos e femininos), além da que está usando;
• de duas a três camisetas de material respirante, conhecidas como Dry-fit (secagem rápida), que podem ser encontrada sem lojas de artigos esportivos ou de aventura;
• pelo menos um agasalho, suficiente para proteger de qualquer “nível” de frio;
• de três a quatro mudas de roupas íntimas e pares de meias. Dependendo do local e do clima, à noite no albergue, você lava suas roupas usadas durante o dia e deixá-las secando até o amanhecer do outro dia, caso o clima seja mais frio e úmido um recurso é procurar uma lavanderia rápida;
• calçados confortáveis como tênis para caminhada, sapatilhas de trilha, ou sandálias tipo papete;
• sacola para colocar as roupas sujas ou úmidas;
• papel higiênico; toalha de banho pequena;
• nécessaire com itens de higiene, pois em muitos albergues o banheiro é coletivo e fica mais fácil levar todos os itens de higiene que você precisa para seu banho nela;
• nécessaire com os medicamentos que você costuma tomar, analgésicos, antitérmicos, band-aids, pastilha para dor de garganta, gaze, esparadrapo, lenços de papel, alguns remédios não são vendidos em outros países, além de que pode ser perigoso tomar um remédio desconhecido;
• boné ou chapéu e protetor solar, lembre-se que mesmo em regiões frias o sol queima a pele;
• guarda-chuva e/ou capa de chuva; cadeados de segredo para trancar os compartimentos da mochila;
• barras de cereais/ energéticos ou outros alimentos com boa reposição de energia, saches de café, chá, leite e até mesmo uns dois pacotes de macarrão instantâneo;
• barraca de camping pequena de no máximo 3 multiuso;
• mapas, guias de viagem, dicionário básico de viagem;
• lenços umedecidos para limpeza corporal caso não seja possível tomar um banho;
• Relógio despertador, para não dormir demais e perder passeios incríveis;
• Pequeno bloco de papel e caneta para anotar a lista de compras, um bilhete rápido ou aquela idéia brilhante.
• cartão de visita, simples, com nome, celular e e-mail, para manter o contato com os amigos que fará durante a viagem;
• caderno pequeno, diário, palmtop ou smartphone para registrar os acontecimentos e impressões de viagem enquanto estiver em um trem ou numa fila.
Fonte: Mochilão sem Limites
*************************************************
13 passos para segurança num mochilão
Ao pensar em viajar por lugares desconhecidos, muitas vezes compartilhando a hospedagem com pessoas que acabou e conhecer, alguns cuidados podem evitar certas dores de cabeça.
1) Não caminhar expondo dinheiro, relógio, máquinas fotográficas, aparelhos de reprodução de áudio e vídeo e outros bens que possam interessar aos assaltantes.
2) Vista-se como um cidadão comum, pois quanto menos você chamar atenção, melhor! De todos os viajantes, o mochileiro é sempre omais simples e prático. Além do mais, você vai precisar usar roupas confortáveis para andar pra cima e pra baixo.
3) Deixe cópias de todos os seus documentos(e se possível dinheiro) aqui no Brasil com a sua família ou melhor amigo. Tenha também cópias de todos seus documentos (passaporte, vistos, passagem aérea, cartões, etc) na sua caixa de e-mail na Internet. Se roubarem até as impressas, pelo menos você terá esse recurso virtual.
4) Vale a pena ter um Visa Travel Money. Trata-se de um cartão pré-pago, recarregável, protegido por senha, que pode ser utilizado em mais de 27 milhões de estabelecimentos comerciais. Além disso, o cartão pode ser usado para sacar dinheiro em mais de 1 milhão de caixas automáticos da rede Visa/Plus espalhados pelo mundo. Em caso de perda ou roubo, basta ligar para a central de atendimento do banco emissor e solicitar o bloqueio do cartão. O saldo poderá ser transferido para umnovo cartão e você receberá no endereço que solicitar.
5) Não levar nada no bolso de trás da calça.Deixe no bolso da frente apenas algum dinheiro trocado para uso imediato e vá repondo conforme a necessidade.
6) Se perceber que o armário do albergue é de confiança, deixe o seu mochilão nele junto com o seu passaporte, passagem aérea, passe de trem e todos os documentos que julgar importantes. Caminhe apenas com xérox.
7) Faça um Fundo Para Assaltos. Ou seja, arranje um método para esconder algum dinheiro especialmente para essas emergências (meia, fundo falso na bota, bolso na cueca, etc). Esqueça que tem esse dinheiro, não conte com ele para a viagem.
8 ) Se perceber que está sendo seguido ou muito encarado, entre em algum lugar movimentado (ex: mercado, galeria), comunique assuas suspeitas para alguém e espere um pouco para sair.
9) Evite andar sozinho à noite e em lugares desertos, principalmente se você for mulher.
10) Evite beber muito, principalmente se você estiver viajando sozinho. Provavelmente não aproveitará totalmente o próximo dia de viagem.
11) Não confiar em desconhecidos muito simpáticos que logo fazem propostas ou convites. Se alguém se oferecer para tirar uma fotografia para você, desconfie! Se precisar que alguém tire uma fotografia para você, peça para uma pessoa que esteja em grupo de excursão, os japoneses são ótimos para fotografar!
12) Não confie muito naqueles porta-dólares que você leva por baixo da calça. Nunca deixe todo o dinheiro nele. Essas bolsinhas já são bem conhecidas pelos bandidos, por isso deixe uma grana nele no intuito de despistá-los, caso seja assaltado.
13) Se entrar numa multidão, parar para apreciar uma paisagem, ver um artista de rua, olhar vitrine ou fazer qualquer coisa que vá prender a sua atenção, segure firmemente seus pertences para evitar a ação de batedores de carteira.
Fonte: Mochilão sem Limites
******************************************************
Dicas para se virar na comunicação
Um dos meus maiores medos em relação a viajar para o exterior é o idioma. Como se comunicar com os nativos? Como sobreviver num lugar onde ninguém entende a minha língua?
Esse é um dos fatores que faz com que muitos candidatos a mochileiros desistam da idéia de se aventurar mundo afora. Mesmo que você não fale nenhum outro idioma além do português há esperança, mas é preciso força de vontade. Isso não é motivo para se acomodar!
Procure em livrarias ou mesmo na Internet um dicionário básico do idioma do país que você visitará. Expressões do dia-a-dia, como pedir as coisas, como agradecer, saudações e por aí vai. Tenha certeza que você conseguirá se dar super bem por lá se for esperto e muito educado.
Na Europa, o inglês é a língua do turismo. Quando se chega ao albergue, o atendimento é em inglês. Depois de um pequeno diálogo, o idioma da conversa pode até mudar, mas inicialmente é sempre em inglês. O mesmo acontece no contato com os outros viajantes.
Se você já fala inglês fluentemente, não se esqueça de que existem alguns países cujos habitantes têm pouco simpatia pelo idioma falado nos EUA, por isso, sempre leve um dicionário de viagem do idioma local , eles adoram perceber que você está se esforçando junto com eles para preservar a identidade cultural do país. Sem contar que você estará somando muito conhecimento com essa iniciativa.
Se esforce ao máximo para falar um pouco no idioma local com os nativos e outros viajantes (no idioma do país deles). Nesse caso, vale propor o inglês se eles souberem e quiserem dar maior dinamismo à conversação.
Não falo nada de inglês. E agora?!
Se você pensa em viajar para o exterior, invista uma parte do seu dinheiro em algumas aulas particulares de inglês ou peça para aquele seu amigo bilíngüe te ajudar. Para muitas pessoas, algumas aulas particulares valem por meses de estudo regular. Diga para o professor que a sua necessidade é de comunicação para viagem.
Também vale pegar na Internet aquelas tabelinhas de inglês com respostas às perguntas mais freqüentes. Treine um pouco todos os dias e peça para o seu professor corrigir a pronúncia. Escute músicas, assista filmes, leia livros, escreva sobre um tema qualquer, fale com algum amigo.
Muitas pessoas que falam fluentemente sentem dificuldade. Por isso não pense que vai se livrar das mímicas tão rápido. Mas saiba que no final das contas tudo vai dar certo.
Se você não domina o idioma, fale compassadamente, pois você estará ditando para o seu interlocutor o ritmo da conversação. Se você disparar uma série de palavras rapidamente, tenha certeza que te tomarão por fluente. Daí o resultado pode ser embaraçoso. Ah, não tenha medo de errar! Preocupe-se em fazer-se entendido, mesmo que erre na gramática, afinal você não está numa sala de aula e sim curtindo uma viagem de aventura.
Para vai à países de língua espanhola…
Muitos brasileiros acham que sabem falar espanhol devido a proximidade com o português, mas não é bem assim. Os que falam espanhol também ficarão gratos se você não tentar vender portunhol para eles. Se não souber, é mais válido falar em português bem devagar. Ah, mesmo que dê preguiça, leve um dicionário de espanhol.
******************************************************
Quando o barato tem barata
Por Tati Bernardi
Um lugar bom e barato é algo que não dá pra encontrar assim, na esquina de casa. É como aquele namorado que, além de tudo, ainda é bonito, inteligente e te ama loucamente. Hoje eu sei que, pra descobrir um lugar realmente bom e barato, é preciso muita pesquisa, indicação de amigos e reservas antecipadas.
Lembro-me de uma pousada em Porto de Galinhas, bem localizada e fofamente decorada, que fez promoção de Carnaval e botou gente pra dormir até na varanda – isso é o inferno, e não um bom negócio.
E tem que tomar cuidado com a localização. Tá cheio de pousadinha “ de frente para a praia” que precisa de uma hora de carro até chegar à areia e binóculo pra ver o mar da janela do banheirinho.
No Rio, certa vez, aluguei um apê caríssimo em Ipanema que dava vista pra coleção de calcinhas tamanho GG de uma senhora espanhola que cantava Roberto Carlos o dia todo. Como choveu a semana inteira, essa foi a única vista possível para aqueles dias (ah, não caia no papo de que quarto é só pra dormir – se chover, ou mesmo se você só quiser descansar, um quarto minúsculo horroroso, quente e com uma vista péssima é muito deprimente).
Ia me esquecendo do mais importante. Lugar bom é, antes de tudo, cheiroso, limpinho e sem baratas. Durante minha adolescência mochileira duranga, jurei em todos os meus dias de férias que quando ficasse mocinha eu jamais me hospedaria em quartos com cobertor de lã que só são trocados quando muda o gerente, cantinho com teia de aranha maior que a TV e chão de banheiro que vira lodo a cada banho.
Por último, algo um pouco preconceituoso mas que, sabemos no fundo de nossas almas, não é menos relevante: os vizinhos. O verdadeiro bom e barato não pode vir com colegas pagodeiros que ouvem o melo da gata manhosa às duas da manhã ou imitam cães uivantes depois da trigésima cerveja. A vizinhança é só uma das surpresas negativas que podem sair caríssimas quando se quer pagar pouco.
Fonte: Guia 4 Rodas Viajar Bem e Barato

